Pense diferente

Think Different

Navegando eu lembrei da famosa campanha antiga da Apple, “Think Different“. Essa campanha, junto ao comercial do SuperBowl de 1984, revolucionaram a publicidade e associaram uma imagem fantástica à Apple. Foi o que fez a empresa crescer bastante e ganhar fãs ardorosos. Apesar de cair depois da saída de Jobs e voltar a crescer novamente com a volta do mesmo – e não parou de crescer desde então.

Só que esse crescimento, principalmente na área móvel, já torna a Apple justamente o oposto que era em 1984. Apesar de eu não gostar dos produtos da Motorola, admito que esse comercial dela que faz referência ao de 1984 faz todo o sentido.

A Apple sempre foi inovadora. Mas é notável o desaceleramento de suas inovações. O iOS 5 e Mac OS X Lion são pequenos passos de ajuste em direção ao futuro que a empresa deseja, tem algumas funcionalidades novas legais, mas não “muda tudo”. Com o iCloud, a maçã fecha ainda mais o cerco do seu jardim murado ao redor dos usuários, que os impedem de sair.

Hoje ela não é mais pequena. Não enfrenta gigantes maiores que si. Em certos lugares, a impressão é que se você for um usuário de produtos da maçã, você não é mais diferente. Você é apenas mais um com iPhone/iPod, fones brancos e apps apenas da App Store. Os papéis se inverteram.

Eu gosto dos produtos da Apple: eles são de muito boa qualidade, tanto o hardware como o software. Mas algumas decisões são estranhas: é notável como empresas antes tidas como fechadas começam a se abrir mais e a Apple vai cada vez na maré inversa.

Para finalizar, cito as palavras da campanha “Think Different”. Algumas delas foram cortadas do vídeo final, mas eu preferi a versão completa. Em inglês e português, abaixo.

Em português:

Aqui é para os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os desordeiros. Os pregos redondos nos buracos quadrados. Os que vêem as coisas de forma diferente. Eles não gostam de regras. E eles não têm respeito pelo status quo. Você pode elogiá-los, discordar deles, citá-los, desacreditá-los, glorificá-los ou torná-los vilões. A única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Eles inventam. Eles imaginam. Eles curam. Eles exploram. Eles criam. Eles inspiram. Eles empurram a raça humana para a frente. Talvez eles tenham de ser loucos. Como você pode olhar para uma tela vazia e ver uma obra de arte? Ou, sentar em silêncio e ouvir uma música que não tenha sido escrita? Ou, olhar para um planeta vermelho e ver um laboratório sobre rodas? Nós fazemos ferramentas para estes tipos de pessoas. Enquanto alguns podem vê-los como loucos, nós vemos gênios. Porque os que são loucos o suficiente para pensar que podem mudar o mundo, são os que o fazem.

Em inglês:

Here’s to the crazy ones. The misfits. The rebels. The troublemakers. The round pegs in the square holes. The ones who see things differently. They’re not fond of rules. And they have no respect for the status quo. You can praise them, disagree with them, quote them, disbelieve them, glorify them or vilify them. About the only thing you can’t do is ignore them. Because they change things. They invent. They imagine. They heal.They explore. They create. They inspire. They push the human race forward. Maybe they have to be crazy. How else can you stare at an empty canvas and see a work of art? Or, sit in silence and hear a song that hasn’t been written? Or, gaze at a red planet and see a laboratory on wheels? We make tools for these kinds of people. While some may see them as the crazy ones, we see genius. Because the ones who are crazy enough to think that they can change the world, are the ones who do.

Vídeo da campanha: